domingo, 23 de março de 2008

Quem Divide... multiplica!

A Matemática está no ar...
Matemática... o bicho papão da escola! Assim se constituiu a idéia dessa disciplina! Esta interdisciplina que está iniciando nos fará descontruir esta idéia... e começou bem! Em nossa aula presencial nos sentimos muito à vontade, nos divertimos e colocamos a "cuca" para funcionar diante das atividades propostas. Com estes exemplos práticos, que também se relacionam com as atividades do nosso wiki da interdisciplina, podemos ter um gostinho de como em nossa realidade a matemática se faz presente de forma não tão desagradável assim, muito pelo contrário! Aulas de mantemática, quando criativas, despertam um espírito investigativo que apaixonam os alunos e desenvolvem várias habilidades. E lá vamos nós pela nossa caminhada para descobrir novas formas de despertar esse sentimento em nossos alunos!


Uma Nova Fase... 2008!


Para Refletir...
O PROFESSOR SEMPRE ESTÁ ERRADO

Quando... É jovem, não tem experiência. É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um coitado. Tem automóvel, chora de "barriga cheia".
Fala em voz alta, vive gritando. Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta às aulas, é um "Caxias". Precisa faltar, é "turista".
Conversa com outros professores, está "malhando" os alunos. Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos. Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado. Não brinca com a turma, é um chato.
Chama à atenção, é um grosso. Não chama à atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo. A prova é curta, tira as chances dos alunos.
Escreve muito, não explica. Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende. Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude. Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição. O aluno é aprovado, "deu mole".
É, o professor está sempre errado mas, se você conseguiu ler
até aqui, agradeça a ele!
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É com esta mensagem que eu inicio as atividades do ano de 2008...
Todo ano é tempo de renovação, é tempo de pensar no papel que desempenhamos dentro da sociedade, e esta mensagem traz um "q" de valorização, mostrando que apesar de todas as dificuldades que enfrentamos, vale a pena prosseguir e aprimorar o nosso trabalho! O PEAD nos possibilita essa chance de polir nossas idéias! De pensar sobre a existência de um certou ou um errado... da nossa existência!

domingo, 13 de janeiro de 2008

O lúdico na sala de aula...

Sala de aula é lugar de brincar?!

"A experiência marcada pela ludicidade torna-se muito mais importante para o sujeito que aprende..."
Assim refletimos com a disciplina de Ludicidade e Eucação. Realmente a criança que aprende brincando traz muito mais significado àquilo que aprende. Quando uma pessoa brinca, ela utiliza os elementos envolvidos nesta brincadeira para representar aquilo que está sentindo. Sendo assim, quando o sujeito brinca, o faz de coração, com sinceridade, com gosto. Através da brincadeira, as pessoas conseguem estabelecer relações com o que há de mais intenso e íntimo dentro delas, sem cobranças, com espontaneidade e assim criando um significado muito intenso para aquilo que se está fazendo.
No caso da aprendizagem, quando encaminhada pela utilização de brincadeiras, consegue muitos resultados, pois o aluno não se sente pressionado, está livre para fazer as suas associações, bem dizer, aprende sozinho e sente motivado em aulas que poderiam não ter nada de atrativo. A escola atualmente está muito preocupa com os conteúdos, e pouco preocupada com os meios de aprendizagem desses conteúdos. Isso gera um descontentamento por todas as partes, principalmente por parte do aluno, que fica sem motivação para vir à aula. Ludicidade e educação são duas palavras que deveriam andar sempre juntas. O sujeito que aprende brincando, aprende de forma mais fácil e mais intensa!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

"Nunca deixe de sonhar"






Nunca deixe de sonhar

Chimarruts...

Se alguém te encontrar e perguntar por mim,

Pode dizer que eu vim pra falar

O que ninguém mais fala

E não quer acreditar ...


Quando ouvir alguém dizer que já não sonha mais,

É bom saber que é capaz de morrer,

Quem não tem esperança,

Quem não faz nada nascer ...



Preste atenção,

Não abra mão dos próprios sonhos ...

Não tem perdão,

Não deixe de sonhar,

Não deixe de sorrir,

Pois não vai encontrar

Quem vá sorrir por ti ...
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Estava ouvindo esta música e pensei que viria bem ao encontro do nosso estudo, ainda mais relacionado à história do "Príncipe sem sonhos".
Sonhar é algo que nos move pela vida. Se a pessoa não sonha, não tem motivos para viver. Como diz a música, se você a não sonha, tem menos motivos pra sorrir e não adianta esperar para que as pessoas sonhem por você. Cada um é responsável pela sua maneira de vida e sabe dos seu anseios. A vida está aí, e ainda neste semestre aprendemos na prática, infelizmente, como ela se vai num piscar de olhos. E nos perguntamos: minha vida está valendo a pena?! ou como diz a música do Padre Jorge Trevisol: "o que eu penso a respeito da vida, é que um dia ela vai perguntar, o que é que eu fiz com meus sonhos e qual foi o meu jeito de amar"... E eu penso ainda que ela vai perguntar qual foi o meu jeito de trabalhar em sala de aula!
Os professores são semeadores de sonhos. Ocupamos um lugar de destaque na vida de qualquer criança! Somos capazes de plantar a semente da confiança em si mesmo: "Se você quer, você pode! é só querer!" Isso é semear sonhos, é fazer com que crianças que vivem em uma realidade cruel, possam acreditar e criar condições de lutar por uma vida melhor.
"NÃO ABRA A MÃO DOS PRÓPRIOS SONHOS"

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

**Piruetas**

Uma Pirueta, Duas piruetas, Bravo! Bravo!

Na Discilplina de Música na escola, com a atividade MPB para Crianças, tive uma oportunidade única de refletir sobre este tema dentro de sala de aula. Na atividade, escolhi a música"Piruetas" para trabalhar com os alunos, na versão de Chico Buarque e na versão da Xuxa (com a participação do Didi). Trabalhei além das atividades ligadas ao ritmo e expressão corporal, a questão da mpb. eu já havia trabalhado por exemplo a música aquarela, e aos poucos fui fazendo relações com os autores, e falando de algumas outras mpusicas que eles conheciam...
Assim, posso ver que mostrar uma cultura musical que acrescente algo na vida dessas ciranças é possível. Eu sempre trabalhei com músicas mais atuais, e com certeza a partir deste estudo, passarei a resgatar ainda mais este tipo de música que muitas vezes, se não for por nosso intermédio, os alunos nunca teriam oportunidade de conhecer!
Eles vivem em meio a essa bombástica mídia capitalista e precisam às vezes de uma coisa nova, que possa trazer algo de diferente para suas vidas!
Eles adoraram a música, cantaram, dançaram, pularam super empolgados! e ainda ficaram muito curiosos pra saber o que levou a Xuxa a regravar essa música...
Observe as produções deles:








sábado, 1 de dezembro de 2007

"A música é o barulho que pensa." (Victor Hugo)

****"De quem é a Música?"****



A música faz a gente se sentir em um mundo diferente... o ambiente com música, ou que remete a musicalidade, por ele mesmo já traz um sentimento de paz, de diversão, relaxamento, de descontração. Toda a nossa vida é marcada pela música... Desde a concepção os sons que os bebês escutam vão ajudando na formação de sua personalidade. Os momentos que passam vão adquirindo importância e com eles as músicas vão se fundindo, sendo muitas vezes impossível lembrar de um momento marcante, sem lembrar da música que o marcou, ou vice-versa, ouvir a música e não lembrar do momento. Isso ocorre porque, como diz o texto estudado, a música expressa o que muitas vezes não conseguimos expressar com palavras. Ela é carregada de sentido próprio da pessoa, ou de um grupo social, como por exemplo marcando uma época, um momento histórico.
"Música é constante renovação. Cada vez que alguém toca, traz ao mundo um novo som." (Daniel Barenboim) Cada pessoa dá o seu sentido para uma determinada música. O que para alguns pode representar algo sem nenhum significado, para outros pode ter um significado gigantesco, que não se tem como explicar... Por isso, da mesma forma, cada vez que uma pessoa toca uma detrminada música ela emite um novo som para o mundo, pois aquele que faz a música ou a toca, carrega consigo uma bagagem de vida que o diferencia um do outro e não tem como separarmos essa bagagem do ato de fazer música.
Particularmente a música ocupa um lugar muito importante em minha vida, eu literalmente não consigo viver sem música. Cada música que eu escuto me faz refletir muito... Pra mim, uma das coisas mais importantes é a letra ter um enlace bem legal com a melodia... Esse casamento é o que faz a diferença entre uma música e outra e é o que faz ela adquirir um significado mais profundo. Minha viad é muito marcada pela música. Inúmeros momentos, tanto tristes quanto felizes, são inseparáveis de uma música especial. Essas músicas mexem com nossas emoções e falam por si mesmas, não sendo necessária nenhuma palavra para explicar os sentimentos aflorados quando escutadas. São momentos como a morte de alguns familiares, amigos (cada amigo meu lembra uma música diferente), relacionamentos, momentos de vida.
Enfim, a música tem uma magia muito forte... Envolve a todos e dá mais sentido à vida! Nos proporciona reflexão, lembranças, risos, lágrimas... nos faz viver com maior intensidade!



****Preferências Musicais****

Para relaizar a atividade de preferências musicais da minha cidade e de meus alunos, tive um pouco de dificuldade... Primeiro porque me meu município não existe loja de cd! Não tem nenhuma loja que venda cd's originais. Os cd's comprados aqui são piratas e adquiridos em bazares no centro da cidade. Quando temos que comprar um cd original temos que nos deslocar até Gravataí. poré, se eu realizasse a pesquisa em lojas de Gravataí, não refletiria a realidade de minha sala de aula, já que os meus alunos não tem condições de adquirir cd's dessas lojas, pois pouco freqüentam a cidade vizinha! Fui então em um dos bazares com mais movimento, que fica bem no centro da cidade, e eles me relataram os três títulos mais vendidos: LUV 3, Tchê Garotos - álbum Atitude e Bonde do Forró.




Estes cd's realmente refletem o gosto dos alunos, pois em sua maioria gostam de hip hop, pois há uma grande influência da mídia neste parâmetro, Bonde do Forró e Tchê Garotos são grupos que sempre tocam nas rádios que eles escutam e tocam nas festas de Igreja que acontecem nas comunidades, as quais eles freqüentam.
****Por que você ouve tanta porcaria?****
A palavra procaria é muito sbjetiva, depende muito da realidade de cada um. Nós como professores, sabemos que algumas músicas não trazem nada para acrescentar na vida das pessoas. Porém, tentar tapar o sol com a peneira não adianta de nada. No meu estágio com 1ª série, a música "Atoladinha" estava tocando a mil nas rádios, e era só o que eles escutavam e cantavam. Então, peguei uma paródia que estava tocando em uma rádio:\"Piririm, piririm, pririm, arroz, feijão, aipim, Piririm, piririm, piririm... arroz, feijão, aipim...Sou eu, batata doce e o calor tá de matar...(esta estrofe eu não lembro bem)... Vai ter suco de laranja?? não, não!Maracujá!! tô fritando batatinha, tô fritando batatinha, calma, calma, cenourinha!\"Sei que foi um sucesso no projeto de alimentação!! Então aproveitei para explicar um pouco sobre essa questão da música ser mais legal quando a sua letra nos traz uma mensagem interessante. E isso é o máximo que podemos fazer, além de mostrar músicas interessantes. Porém, na minha opinião, por mais que a gente viva mostrando músicas legais para alunos e filhos, cada pessoa tem um gosto diferente da outra. A gente pode criar um ambiente musical interessante, mas não adianta muito porque o mundo hoje traz muitas possibilidades além... O que pode ocorrer é um aluno apenas não ter oportunidade de conviver com certos estilos de músicas, e quando entrarem em contato, acabar "pegando o gosto pela coisa". Concordo com a colega Beatriz quando diz que somos um grãozinho de areia... ou um peixinho remando contra a maré... A única coisa que não podemos negar é que a música é algo acoplado no ser humano, não podemos viver sem ela, por isso, essa questão de gostos musicais perpassará pelos tempos, pois é uma coisa muito individual!
"Sem a música, a vida seria um erro." (Friedrich Nietzsche)

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Teatro, aula única

" A vida é uma peça de teatro, que não permite ensaios. Por isso, cante, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos..."
Em nosso bloco único da disciplina de Teatro tivemos a oportunidade de estudar um pocuo mais sobre esta arte que encanta a todos...
Descobrimos que fazer teatro vai muito além de uma simples encenação. Todos somos atores, basta deixar entregar-se ao ambiente, deixar a liberdade e a criatividade fluir... não se trata de talento e sim de entrega.
O teatro é uma ótima ferramenta de trabalho para o professor, através dele podemos fazer com que sentimentos sejam aflorados, a inibição aos poucos vá embora, a espontaneidade apareça...
além de ser um trabalho que depende muito do grupo, tanto dos atores como da platéia (que neste âmbito assume suma importância), desenvolvendo assim os valores relativos a socialização, respeito, concentração.
Teatro e jogo se assemelham muito pois ambos desencadeiam oportunidades de livre criação, já que o ambiente criativo inspira isso. A criança se sente livre quando brinca, assim como no teatro, que serve como uma plataforma para novas experiências.
O trabalho teatral não deve dar ênfase somente ao "final", ao "produto", e sim estabelecer uma relação de importância em todos os momentos, desde o mais simples, incluindo todas as atividades preparatórias até o último momento.
O teatro faz com que as pessoas tenham mais consciência da sua realidade, pois precisam compreender o seu contexto para poder desfrutar dele e utilizá-lo em novos personagens, fazendo um elo, entre o seu ser e o que tem por vir... "El teatro no puede desaparecer porque es el único arte donde la humanidad se enfrenta a si misma." Arthur Miller (grande autor americano de teatro).
Para que se tenha teatro são necessários três elementos fundamentais: o texto, personagem e público, assim, se durante uma aula as abordagens fizerem uso destes três elementos, teremos teatro em sala de aula!
Prática...
Em sala de aula, resolvi realizar uma prática em dois momentos...
No primeiro dia, realizei atividades que envolviam de certa forma alguns conteúdos e personagens conhecidos.
No segundo dia, trabalhei livremente, cada um com seu imaginário, com sua criação e imaginação... veremos o resultado...
Primeira Parte...

Na primeira atividade, os alunos ficaram dispostos em círculo na sala de aula. Eu fui questionando-os sobre a foto em si: o que ela significa, qual sua importância, que tipos de fotos eles teriam em casa, quais as mais comuns, etc.
Então propus a eles que nós nos "fingíssemos" de fotos. Dividi a turma em dois grupos (como tenho 10 alunos, e um faltou a aula no dia, ficou um grupo de 4 e um de 5) e pedi que escolhessem uma fotos que tivessem em casa para representá-las. Foram escolhidas as fotos de aniversário, Primeira Conhunhão e casamento. Eles gostaram muito da atividade e participaram realmente remetendo às pessoas que lembraram estar presentes na foto e suas "poses".
*Aqui, na foto, a representação de uma foto de casamento.
Na atividade 2, como estávamos em um projeto sobre Vida Saudável, pedi para que em grupos menores (de três e dois alunos) que representassem como se tivessem em fotos ou revistas, mostrando alguns hábitos saudáveis de vida, envolvendo higiene, etc. Eles escolheram "fotos" como lavar as mãos, tomar banho, mater a casa arrumada, lavar legumes e verduras, lavar as mãos, ler um livro e desligar a tv, e foram muito criativos em suas poses além de utilizar objetos de dentro da sala para compor o retrato.
*Na foto: cortar as unhas, tomar banho e deligar a tv e ler um livro.

Na atividade 3, falamos sobre os contos de fadas, que tínhamos trabalhado em um outro projeto anterior a esse, e propus que cada grupo (a turma dividida no meio) apresentasse a história de um conto de fadas através de 4 ou 5 "fotos" das cenas que achassem mais interessantes e importantes para o entendimento da história.

O 1º grupo, fez da história da Chapeuzinho Vermelho e utilizou as seguintes cenas: 1- lobo mostrando o caminho pra chapeuzinho(2 guardas escondidos); 2- lobo batendo na casa da vovó; 3- Chapeuzinho na casa da vovó, com o lobo vestido de vovó; 4- Os dois guardas prendem o lobo.
*Fotos do grupo 1

O segundo grupo fez sobre a história da Cinderela e utilizou as seguintes cenas: 1- Cinderela chorando a morte do pai; 2- Cinderela sofrendo nas mãos da madrasta; 3- Fada madrinha arrumando Cinderela pro Baile; 4- príncipe colocando o sapatinho.
*Fotos do grupo 2
Esta primeira parte foi muito interessante, pois eles se sentiram bem livres pra criar, pois já estavam imersos nos conteúdos estudados, o que facilitou a criação com segurança e liberdade.
Segunda Parte...
Na atividade 4 fomos para a rua. Lá, no pátio da Igreja ao lado da escola, onde fazemos Educação Física embaixo da sombra das árvores, brinquei com eles de "estátua". Eu ia contando os tempos, até 10, e no 10 eles tinham que parar em "estátuas". Ficaram tão imersos naquele "estátua" que não queriam mais para de brincar!! A contagem do tempo até 10 também facilita a montagem de uma estátua, pois estão integrados com o tempo que dispõem para criar.
*Foto da atividade 4
Na atividade 5, pedi para que no tempo 10 eles parassem em estátua, mas interagindo com os colegas, de forma que os dois representassem uma "estátua" só. Foi muito interessante, pois eles só procuravam um par depois dos tempos 8 ou 9, antes, ficavam observando bem os colegas em seus passos em compasso com o tempo.
* Foto da atividade 5

A última atividade foi a de formação de esculturas. Onde os alunos deveriam um a um formar uma escultura humana, um por um, fazendo uma pose que se encaixasse na pessoa que formou a parte da escultura anteriormente. A atividade ficou riquíssima, pois no início eles estavam se habituando com a utilização do espaço com os outros colegas, mas no final já estavam familiarizados e puderam expressar-se corporalmente com bem mais facilidade.
* Foto da atividade 6
Conclusões...
Percebi que todas as atividades foram desenvolvidas pelos alunos com muito gosto, todos ficaram bem empolgados e participaram com entusiasmo. Porém, ao analisarmos com mais clareza, podemos perceber que realmente as atividades que mais eles "se soltaram" foram as da segunda parte. Nas atividades da primeira parte, tive a impressão de eles estarem "presos" e apesar de representarem muito bem aquilo que foi proposto, parecia realmente uma mera imitação, sem muito aprofundamento.
Na segunda parte da aula, eles interagiram de forma mais acentuada, pude perceber a entrega a um personagem não existente, pois parecia que eles mesmos, sem que eu dissesse nada relacionado a isso, quando faziam as poses, em cada pose percebia uma expressão diferente, de um ser diferente, que mesmo sem utilizar a fala, remetia a um mundo diferente.
Eles entraram de cabeça, tanto que não queriam mais parar. Quando chegou na atividade 6, lá pelas últimas vezes que realizamos a prática, era espontâneo a entrega um a um para compor a escultura. Realmente foram aulas muito proveitosas, principalmente porque consegui identificar no concreto as diferenças entre os tipos de atividades teatrais que podem ser desenvolvidas em sala de aula, assim como o resultado, dentro do processo das atividades para a vida dos alunos...
Assim, esta interdisciplina só veio aumentar o meu prestígio por essa prática tão encantadora e incentivar a utilizá-la mais em sala e aula, pois a maioria dos professores peca, visto que o teatro somente é utilizado em síntese de conteúdos ou apresentações em datas comemorativas, esquecendo-se da importância que estas atividades de livre expressão...
Fica a semente germinando em nossos saberes para dar frutos de felicidade, antes que as cortinas da vida se fechem e não recebamos aplausos...